segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

PROGRAMA MAIS 50: RESOLUÇÃO DE QUESTÕES DE BIOLOGIA - ENEM_Nº 01


C5-H17
01. A maioria das características do nosso corpo, como cor da pele e dos olhos, é determinada por um tipo de herança conhecido como herança quantitativa. Tais características, em vez de serem determinadas por um gene que pode ser dominante ou recessivo, resultam da atuação de vários genes determinantes submetidos a uma expressiva influência ambiental (alimentação, estilo de vida, condições ambientais etc), o que garante a diversidade fe­notípica. Um exemplo disso é a variação da estatura dos indivídu­os, que está representada na figura a seguir:

             Gráfico que ilustra a variação da estatura dos indivíduos.

Considerando as informações fornecidas pelo texto e pelo gráfico sobre a herança quantitativa, indique a alternativa incorreta:

a) Indivíduos baixos contam, necessariamente, com menos ge­nes influenciando positivamente na sua estatura.
b) A soma do efeito de diversos genes com a influência ambien­tal resulta em uma variação contínua do fenótipo associado à altura dos indivíduos de uma população.
c) Apesar de haver essa variação contínua, é possível que popula­ções de regiões diferentes tenham estaturas médias diferentes.
d) Gráficos semelhantes ao apresentado poderiam ser obtidos caso outras características relacionadas à herança quantitati­va, como as já citadas, fossem utilizadas no lugar da estatura.
e) Imagina-se que indivíduos mais altos tenham mais genes in­fluenciando na alta estatura, mas não há certeza quanto a isso.

Resultado de imagem para mais enem luciano feijãoC4-H14/C8-H28
02. Nos  insetos, as ramificações terminais das traqueias alcançam os tecidos do animal. Dessa maneira, as trocas gasosas entre as cé­lulas e o ar atmosférico ocorrem de forma mais direta, pois não precisam passar pelo sangue. Além disso, nas células musculares responsáveis pelo batimento das asas, muitas mitocôndrias ficam posicionadas bem perto das traqueias, recebendo gás oxigênio de maneira eficiente.
Com base no trecho anterior, indique a alternativa correta:

a) É nas mitocôndrias que ocorre grande parte do processo ae­róbico que converte ADP em ATP Sua posição nas células cita­das, portanto, possibilita a realização de atividades aeróbias intensas – como o voo –, por longos períodos.
b) Nas células musculares citadas, as mitocôndrias conseguem absorver o oxigênio diretamente do ar atmosférico para, em seguida, espalhá-lo por todo o citoplasma de modo bastante eficiente.
c) Por causa do posicionamento das mitocôndrias, as células musculares citadas consomem mais oxigênio do que as outras células.
d) Quando a célula não consegue sustentar uma atividade de maneira aeróbia, entram em ação processos anaeróbicos, como a fermentação e a transpiração.
e) Nas mitocôndrias posicionadas perto das traqueias, o oxigênio funciona como um catalisador, aumentando a velocidade das reações que formam moléculas de AM

TEXTO PARA A QUESTÃO

A bioluminescência é um fenômeno natural bastante co­nhecido em alguns grupos de animais, como vaga-lumes, pi­rilampos, mosquitos, peixes e moluscos. Ela ocorre também em dezenas de espécies de fungos, embora poucas pessoas já tenham presenciado esse fenômeno. [...]
[...]
Em geral, as espécies de fungos bioluminescentes ocorrem em ambientes florestais úmidos, pois dependem da umidade para se alimentar, crescer e reproduzir. Entretanto, mesmo quem visita com frequência a floresta não consegue obser­var facilmente essa intrigante característica de alguns fungos, principalmente porque a intensidade da emissão é fraca e os cogumelos são efêmeros e sazonais. Uma boa estratégia para tentar localizá-los é visitar a floresta à noite, especialmente no período de lua nova, crescente ou minguante, quando a mata está mais escura. Ainda assim, como geralmente se ca­minha na mata com lanternas, é necessário fazer paradas sem iluminação por alguns minutos, observando o solo, até que os olhos se habituem à escuridão, e a luz dos fungos possa ser identificada.
[...]
[...] Análises filogenéticas moleculares evidenciaram que os fungos bioluminescentes são polifiléticos, isto é, representa­dos por algumas linhagens que, em certos casos, evoluíram de forma independente em relação à emissão de luz. Os fungos bioluminescentes estão distribuídos em três linhagens (mas possivelmente são quatro), confirmando a ideia de que a bio­luminescência, algumas vezes, evoluiu independentemente nos fungos. [...]
BRAGA-NETO, Ricardo; STEVANI, Cassius V. “O universo luminoso dos fungos

bioluminescentes”. Scientific American Brasil, São Paulo, n. 86, jul. 2009.


o_universo_luminosn_dos fungos bioluminescentes.html>.

Acesso em: fev. 2011.


C4-H14/C4-H16
03. Segundo o texto, é correto afirmar que:

a) os mecanismos de produção de luz são os mesmos tanto para os fungos quanto para os insetos, moluscos e peixes.
b) existiu, no passado, uma única espécie ancestral dos fungos bioluminescentes, a qual deu origem às linhagens atuais des­ses fungos.
c) entre os fungos, o advento da bioluminescência ocorreu mais de uma vez, em linhagens diferentes. Ou seja, os fungos bio­luminescentes não formam um grupo fechado que possui um único ancestral comum e exclusivo.
d) algumas linhagens de fungos bioluminescentes evoluíram independentemente das outras. Ou seja, são espécies novas que não têm ancestral evolutivo.
e) os fungos bioluminescentes são mais evoluídos que os demais fungos.


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C4-H15
04. A fenilcetonúria é uma doença genética caracterizada pela perda ou redução da função da enzima fenilalanina hidroxilase, em decorrên­cia de uma mutação no gene que codifica essa enzima. Tal enzima é responsável pela conversão do aminoácido fenilalanina, encontrado nas proteínas, em tirosina, uma molécula precursora do pigmento melanina. Na ausência dessa conversão, o excesso de fenilalanina pode ocasionar diversos danos ao organismo, sobretudo ao sistema nervoso. A fenilcetonúria pode ser facilmente diagnosticada após o “teste do pezinho”, um teste metabólico realizado a partir de uma gota de sangue extraída do pé do bebê, logo após o nascimento. Assim que a doença é detectada, inicia-se o tratamento, que con­siste em evitar a ingestão elevada de fenilalanina por meio de uma dieta controlada, a qual reduz o consumo de proteínas.

Por conta das características da fenilcetonúria e de seu tratamen­to, essa doença é usualmente evocada para exemplificar o se­guinte enunciado: “O fenótipo é o resultado da soma do genótipo com o meio”. Indique a alternativa que melhor explica a relação entre esse enunciado e a fenilcetonúria:

a) Para a doença se manifestar (meio), é necessário que a au­sência da enzima (genótipo) leve à baixa produção de mela­nina (fenótipo).
b) A deficiência da enzima (genótipo) resulta em um excedente de fenilalanina (fenótipo) que pode afetar o sistema nervoso (meio).
c) Mesmo com a deficiência da enzima (fenótipo), uma dieta es­pecífica (meio) pode alterar o gene mutado (genótipo), como forma de suplantar a deficiência inicial.
d) Apesar de os pacientes possuírem a mutação (genótipo), os sintomas da doença (fenótipo) podem ser evitados por meio de uma dieta controlada (meio).
e) Os sintomas da doença (fenótipo) dependem da deficiência da enzima (genótipo) e da ingestão de fenilalanina (meio).

C4-H14/C4-H16
05. As plantas terrestres, que possuem um ancestral comum, são usu­almente divididas em quatro grupos: briófitas, pteridófitas, gim­nospermas e angiospermas, embora se saiba que os três primeiros não constituem grupos monofiléticos.
observe o seguinte cladograma simplificado:

Cladograma indicando os quatro grupos que compõem a classificação das plantas terrestres mais comumente utilizada.

Tendo em mente as características dos vegetais pertencentes a esses grupos, assinale a alternativa que descreve de forma incor­reta uma tendência evolutiva observada entre as plantas:

a) Aumento da especialização dos órgãos, deixando de constituir apenas um talo, como ocorre com os musgos, para se tornarem seres com raízes, folhas e caules verdadeiros.
b) Independência cada vez maior em relação à água, por conta do surgimento dos vasos condutores, da proteção contra o ressecamento e da presença de lignina, que auxilia na sus­ tentação do corpo.
c) Redução da geração esporofítica, que deixa de ser um indi­víduo autônomo, nos musgos, para se restringir aos órgãos reprodutores das plantas produtoras de semente.
d) Substituição de um sistema de polinização dependente de água (musgos e samambaia)       ou do vento (gimnospermas) por uma polinização promovida por animais, como insetos, morcegos e aves (angiospermas).
e) Aumento progressivo do porte, pois, após o surgimento de plantas de pequeno porte, como os musgos, a evolução leva ao aparecimento de grandes árvores, como os pinheiros e as angiospermas.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

AGENTE VX


O que é o agente VX, a arma de destruição em massa que matou meio-irmão do líder norte-coreano.
Substância foi usada para matar Kim Jong-nam no aeroporto de Kuala Lumpur; uma gota na pele do mais potente agente químico de guerra conhecido pode matar em questão de minutos.


O que é VX?

Trata-se do mais potente agente químico de guerra conhecido - cerca de 100 vezes mais poderoso do que o gás sarin.

“O VX é uma arma química extraordinariamente poderosa", afirma Bruce Bennett, especialista em armas do instituto de pesquisa Rand Corporation dos Estados Unidos.

Segundo ele, basta que 0,01 grama (ou seja, menos de uma gota) entre em contato com a pele para matar uma pessoa.

Confira suas principais características:

- É um líquido límpido, de cor âmbar, oleoso, insípido e inodoro - o que o torna difícil de ser detectado.

- Age penetrando a pele e interrompendo a transmissão de impulsos nervosos, causando convulsões musculares; a morte é causada por asfixia ou parada cardíaca.

- Enquanto uma gota sobre a pele pode matar em questão de minutos, doses menores podem causar dor ocular, visão turva, sonolência e vômito.

- Pode ser disseminado por spray ou vapor quando usado como arma química, ou utilizado para contaminar água, alimentos e produtos agrícolas.

- Pode ser absorvido pelo corpo por inalação, ingestão, contato com a pele ou com os olhos.

- Roupas podem carregar o VX por cerca de 30 minutos após o contato com o vapor, podendo expor outras pessoas.

- Seu nome químico é S-2 Diisoprophylaminoethyl methylphosphonothiolate, banido pela Convenção de Armas Químicas, de 1993, o que significa que as nações signatárias não podem fabricá-lo e devem destruir seus estoques.

Grifos Nosso 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

PORÍFEROS



ASPECTOS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS
PORÍFEROS
Folhetos Embrionários
Ausente
Simetria
Ausente ou radial
Organização Corporal
Celular, sem tecidos diferenciados ou órgãos
Destino do Blastóporo
---------
Pseudoceloma / Celoma
Ausente
Sistema Digestivo
Ausente, digestão intracelular
Sistema Nervoso
Ausente
Sistema Circulatório
Ausente
Respiração
Difusão
Excreção
Difusão
Principal Resíduo Nitrogenado
Amônia
Sustentação e Proteção
Espícula e/ou espongina
Reprodução
Assexuada ou sexuada; maioria das espécies são monóicas
Fecundação
No interior do corpo
Desenvolvimento
Indireto
Corte Transversal do Embrião
Acelomado

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Cientistas estão perto de ressuscitar os mamutes



O mamute-lanoso (Mammuthus primigenius), uma das últimas populações da espécie que habitou a terra, pode ser trazido de volta da extinção dentro de dois anos, disse o cientista George Church, professor de genética da Escola de Medicina de Harvard e um dos pais do Projeto Genoma Humano.
Os pesquisadores estão muito perto de criar um embrião híbrido de elefante e mamute-lanoso, espécie que foi extinta há cerca de 5.600 anos, segundo estudo publicado na revista científica PNAS.
Para trazer os animais de volta à vida, os cientistas estão usando uma técnica chamada CRISPR, um novo método de edição genética que permite "cortar e colar" cadeias de DNA. O material genético dos animais foi extraído de carcaças congeladas.
Lisa Poole/AP
George Church, um dos pais do Projeto Genoma Humano
Os cientistas pretendem manipular as células da pele do elefante para produzir o embrião, ou embriões múltiplos, usando técnicas de clonagem.
Os núcleos das células reprogramadas seriam colocados em célula-ovo de elefante cujo próprio material genético foi removido. Depois seriam artificialmente estimulados para se desenvolverem em embriões.
Os pesquisadores pretendem criar um embrião com as características do mamute --pelos longos, grossas camadas de gordura e sangue adequado para vida em condições de frio extremo. Posteriormente o embrião seria inserido em um útero artificial para ser gestado.
RIA Novosti
Lyuba, filhote de mamute de 40 mil anos, é um dos espécimes mais bem preservados que existem. Ela foi descoberta por um pastor de renas da Sibéria e seus dois filhos, em 2007
Testes de laboratório já mostraram que as células funcionam normalmente na combinação de DNA do mamute e do elefante asiático.
O anúncio foi realizado durante o encontro mundial de cientistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), em Boston. Segundo Church, o animal seria uma espécie de elefante com traços físicos de um mamute.
Em 2013, o pesquisador declarou que é possível usar essa técnica para criar humanos resistentes a vírus e até recriar os ancestrais do homem moderno, os neandertais. O cientista afirmou que já possuía DNA suficiente de fósseis para reconstruir o DNA de espécies humanas extintas. O que faltava era apenas "uma mulher corajosa". 
Para os cientistas, o projeto pode ajudar a preservar a população de elefantes ameaçados de extinção e ajudaria a combater o aquecimento global. 
A reintrodução de mamutes em partes congeladas do planeta poderia impedir que o solo descongelasse, uma vez que a neve sofreria perfurações, permitindo a entrada de ar frio. No verão, a presença dos animais poderia ajudar a grama a florescer.
De acordo com os cientistas, a reintrodução de mamutes na Sibéria poderia fazer com que as temperaturas locais caíssem até 20ºC.
FONTE: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2017/02/17/cientistas-estao-perto-de-ressuscitar-os-mamutes.htm
ACESSO: 20/02/2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

DIETA ENGANOSA


https://melhorcomsaude.com/10-sinais-supercrescimento-bacteriano-no-intestino/

O número de bactérias normalmente abrigadas pelo corpo humano supera em pelo menos 10 vezes o número de células  que compõem seus diferentes tecidos e órgãos. Assim, tomando apenas o aspecto quantitativo, temos uma natureza mais bacteriana que humana.

Esses comensais têm uma papel fisiológico em nossas vidas, já que são os responsáveis pela síntese das vitaminas B e K, além de auxiliarem da digestão de ácidos biliares e esteróis.(...) até o estilo de vida de um indivíduo, com suas dietas e hábitos, tem muito mais envolvimento com a flora intestinal do que suponhamos.

A composição da microbiota, por exemplo, é considerada um fator que predispõe à chamada síndrome metabólica. Indivíduos com essa síndrome têm pelo menos três das seguintes anomalias: obesidade abdominal, pressão alta, glicose elevada, alta taxa de glicerídeos e níveis baixos do colesterol 'bom' (HDL). Outra situação ligada à microbiota envolve os adoçantes artificiais não calóricos (AANC), como sacarina, sucralose e aspartame. Consumidos por milhões de pessoas, eles são classificados de não calóricos por não sofrer metabolização: passam intactos pelo sistema digestório e são excretados. (...) a expectativa de emagrecer ou engordar depende em grande parte da microbiota.

Franklin Rumjanek

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

RUMO À MEDICINA REGENERATIVA


Uma japonesa foi a primeira pessoa no mundo a receber um tecido à base de células - tronco pluripotentes induzidas. O procedimento abre uma trilha que, se tudo ocorrer bem, poderá se transformar em uma avenida. E das largas.

As células - tronco pluripotenciais são aquelas com a capacidade de se transformar em qualquer tecido do organismo. Até pouco tempo atrás, esse tipo de célula vinha de uma única fonte: os embriões. No entanto, recentemente, descobriu-se que elas poderiam ser obtidas a partir de células adultas  'forçadas', em laboratório, a retroceder a essa fase primitiva. Aí, se tornam as chamadas células - tronco pluripotenciais induzidas.

Ciência Hoje|Novembro|2014

PROVA DE BIOLOGIA DO ENEM 2016 - 2ª APLICAÇÃO - GABARITADA E COMENTADA