C5-H17
01. A maioria
das características do nosso corpo, como cor da pele e dos olhos, é determinada
por um tipo de herança conhecido como herança quantitativa. Tais
características, em vez de serem determinadas por um gene que pode ser
dominante ou recessivo, resultam da atuação de vários genes determinantes
submetidos a uma expressiva influência ambiental (alimentação, estilo de vida,
condições ambientais etc), o que garante a diversidade fenotípica. Um exemplo
disso é a variação da estatura dos indivíduos, que está representada na figura
a seguir:
Gráfico que ilustra a variação da
estatura dos indivíduos.
Considerando
as informações fornecidas pelo texto e pelo gráfico sobre a herança
quantitativa, indique a alternativa incorreta:
a) Indivíduos baixos contam,
necessariamente, com menos genes influenciando positivamente na sua estatura.
b) A soma do efeito de diversos genes
com a influência ambiental resulta em uma variação contínua do fenótipo
associado à altura dos indivíduos de uma população.
c) Apesar de haver essa variação
contínua, é possível que populações de regiões diferentes tenham estaturas
médias diferentes.
d) Gráficos semelhantes ao apresentado
poderiam ser obtidos caso outras características relacionadas à herança
quantitativa, como as já citadas, fossem utilizadas no lugar da estatura.
e) Imagina-se que indivíduos mais altos
tenham mais genes influenciando na alta estatura, mas não há certeza quanto a
isso.
02. Nos insetos, as ramificações terminais das
traqueias alcançam os tecidos do animal. Dessa maneira, as trocas gasosas entre
as células e o ar atmosférico ocorrem de forma mais direta, pois não precisam
passar pelo sangue. Além disso, nas células musculares responsáveis pelo
batimento das asas, muitas mitocôndrias ficam posicionadas bem perto das
traqueias, recebendo gás oxigênio de maneira eficiente.
Com base
no trecho anterior, indique a alternativa correta:
a) É nas mitocôndrias que ocorre grande
parte do processo aeróbico que converte ADP em ATP Sua posição nas células
citadas, portanto, possibilita a realização de atividades aeróbias intensas –
como o voo –, por longos períodos.
b) Nas células musculares citadas, as
mitocôndrias conseguem absorver o oxigênio diretamente do ar atmosférico para,
em seguida, espalhá-lo por todo o citoplasma de modo bastante eficiente.
c) Por causa do posicionamento das
mitocôndrias, as células musculares citadas consomem mais oxigênio do que as
outras células.
d) Quando a célula não consegue
sustentar uma atividade de maneira aeróbia, entram em ação processos
anaeróbicos, como a fermentação e a transpiração.
e) Nas mitocôndrias posicionadas perto
das traqueias, o oxigênio funciona como um catalisador, aumentando a velocidade
das reações que formam moléculas de AM
TEXTO PARA A
QUESTÃO
A bioluminescência é um fenômeno
natural bastante conhecido em alguns grupos de animais, como vaga-lumes, pirilampos,
mosquitos, peixes e moluscos. Ela ocorre também em dezenas de espécies de
fungos, embora poucas pessoas já tenham presenciado esse fenômeno. [...]
[...]
Em geral, as
espécies de fungos bioluminescentes ocorrem em ambientes florestais úmidos,
pois dependem da umidade para se alimentar, crescer e reproduzir. Entretanto,
mesmo quem visita com frequência a floresta não consegue observar facilmente
essa intrigante característica de alguns fungos, principalmente porque a
intensidade da emissão é fraca e os cogumelos são efêmeros e sazonais. Uma boa
estratégia para tentar localizá-los é visitar a floresta à noite, especialmente
no período de lua nova, crescente ou minguante, quando a mata está mais escura.
Ainda assim, como geralmente se caminha na mata com lanternas, é necessário
fazer paradas sem iluminação por alguns minutos, observando o solo, até que os
olhos se habituem à escuridão, e a luz dos fungos possa ser identificada.
[...]
[...] Análises
filogenéticas moleculares evidenciaram que os fungos bioluminescentes são
polifiléticos, isto é, representados por algumas linhagens que, em certos
casos, evoluíram de forma independente em relação à emissão de luz. Os fungos
bioluminescentes estão distribuídos em três linhagens (mas possivelmente são
quatro), confirmando a ideia de que a bioluminescência, algumas vezes, evoluiu
independentemente nos fungos. [...]
BRAGA-NETO,
Ricardo; STEVANI, Cassius V. “O universo luminoso dos fungos
bioluminescentes”. Scientific American
Brasil, São Paulo, n. 86, jul. 2009.
Disponível em: <http://www2.tiol.com.br/sciam/reportagens/
o_universo_luminosn_dos fungos bioluminescentes.html>.
Acesso em: fev. 2011.
C4-H14/C4-H16
03. Segundo o texto, é
correto afirmar que:
a) os mecanismos de produção de luz são
os mesmos tanto para os fungos quanto para os insetos, moluscos e peixes.
b) existiu, no passado, uma única
espécie ancestral dos fungos bioluminescentes, a qual deu origem às linhagens
atuais desses fungos.
c) entre os fungos, o advento da
bioluminescência ocorreu mais de uma vez, em linhagens diferentes. Ou seja, os
fungos bioluminescentes não formam um grupo fechado que possui um único
ancestral comum e exclusivo.
d) algumas linhagens de fungos
bioluminescentes evoluíram independentemente das outras. Ou seja, são espécies
novas que não têm ancestral evolutivo.
e) os fungos bioluminescentes são mais
evoluídos que os demais fungos.
C4-H15
04. A fenilcetonúria é uma doença
genética caracterizada pela perda ou redução da função da enzima fenilalanina
hidroxilase, em decorrência de uma mutação no gene que codifica essa enzima.
Tal enzima é responsável pela conversão do aminoácido fenilalanina, encontrado
nas proteínas, em tirosina, uma molécula precursora do pigmento melanina. Na
ausência dessa conversão, o excesso de fenilalanina pode ocasionar diversos
danos ao organismo, sobretudo ao sistema nervoso. A fenilcetonúria pode ser
facilmente diagnosticada após o “teste do pezinho”, um teste metabólico
realizado a partir de uma gota de sangue extraída do pé do bebê, logo após o
nascimento. Assim que a doença é detectada, inicia-se o tratamento, que consiste
em evitar a ingestão elevada de fenilalanina por meio de uma dieta controlada,
a qual reduz o consumo de proteínas.
Por conta
das características da fenilcetonúria e de seu tratamento, essa doença é
usualmente evocada para exemplificar o seguinte enunciado: “O fenótipo é o
resultado da soma do genótipo com o meio”. Indique a alternativa que melhor
explica a relação entre esse enunciado e a fenilcetonúria:
a) Para a doença se manifestar (meio),
é necessário que a ausência da enzima (genótipo) leve à baixa produção de melanina
(fenótipo).
b) A deficiência da enzima (genótipo)
resulta em um excedente de fenilalanina (fenótipo) que pode afetar o sistema
nervoso (meio).
c) Mesmo com a deficiência da enzima
(fenótipo), uma dieta específica (meio) pode alterar o gene mutado (genótipo),
como forma de suplantar a deficiência inicial.
d) Apesar
de os pacientes possuírem a mutação (genótipo), os sintomas da doença
(fenótipo) podem ser evitados por meio de uma dieta controlada (meio).
e) Os sintomas da doença (fenótipo)
dependem da deficiência da enzima (genótipo) e da ingestão de fenilalanina
(meio).
C4-H14/C4-H16
05. As
plantas terrestres, que possuem um ancestral comum, são usualmente divididas
em quatro grupos: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, embora
se saiba que os três primeiros não constituem grupos monofiléticos.
observe o
seguinte cladograma simplificado:
Cladograma
indicando os quatro grupos que compõem a classificação das plantas terrestres
mais comumente utilizada.
Tendo
em mente as características dos vegetais pertencentes a esses grupos, assinale
a alternativa que descreve de forma incorreta uma tendência evolutiva
observada entre as plantas:
a) Aumento da especialização dos
órgãos, deixando de constituir apenas um talo, como ocorre com os musgos, para
se tornarem seres com raízes, folhas e caules verdadeiros.
b) Independência cada vez maior em
relação à água, por conta do surgimento dos vasos condutores, da proteção
contra o ressecamento e da presença de lignina, que auxilia na sus tentação do
corpo.
c) Redução da geração esporofítica, que
deixa de ser um indivíduo autônomo, nos musgos, para se restringir aos órgãos
reprodutores das plantas produtoras de semente.
d) Substituição de um sistema de
polinização dependente de água (musgos e samambaia) ou do vento (gimnospermas) por uma polinização promovida por
animais, como insetos, morcegos e aves (angiospermas).
e) Aumento progressivo do porte, pois,
após o surgimento de plantas de pequeno porte, como os musgos, a evolução leva
ao aparecimento de grandes árvores, como os pinheiros e as angiospermas.





Nenhum comentário:
Postar um comentário